O PRESÉPIO FALA

PROTETORA DOS OLHOS

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Os países católicos, ao festejarem a data do Natal, utilizam várias tradições como: canções, ceia, árvore de Natal, e, em especial, o presépio. O termo presépio vem do latim “praesaepe”, que significa, estrebaria, curral, estábulo. Foi num destes espaços que nasceu a figura, real e histórica, conhecida para a prosperidade com o nome de Jesus.

NESTE tempo de Natal, muitas são as famílias, igrejas, escolas, hospitais e empresas que, seguindo uma bela e consolidada tradição, costumam montar o presépio. Querem reviver, juntamente com Maria de Nazaré e São José, os dias cheios de emoção, que precederam o nascimento de Jesus.

O PRESÉPIO é uma das representações mais singelas do nascimento de Jesus Cristo. Procura resgatar a importância daquele momento que nos lembra a forma simples e humilde em que se deu o seu nascimento. A presença do menino Jesus naquele estábulo, ao lado de seus pais, tendo por testemunhas pastores e animais e recebendo a visita dos Reis Magos, guiados à gruta pela estrela de Belém, mostra a grandeza de Jesus, representada na fragilidade de uma criança.

ESSA REPRESENTAÇÃO foi criada por São Francisco de Assis em 1223. Ele montou, em uma gruta, na floresta da região de Greccio, (Itália), a encenação do nascimento de Jesus. Convidou famílias para a missa e, ao chegarem à gruta, encontraram a cena do nascimento de Jesus vivenciada por pastores e animais. Iniciou-se, assim, uma longa tradição popular que ainda hoje conserva seu valor para a evangelização.

MONTAR, em casa, o presépio pode ser um modo simples, mas eficaz, de evangelizar os filhos porque ele é um elemento significativo para o Natal dos cristãos. O presépio pode ajudar-nos a compreender o segredo do Natal: a humanidade de Jesus.

SÃO FRANCISCO organizou o presépio para visualizar, sensibilizar, facilitar a meditação da mensagem do nascimento de Jesus Cristo, que nasce na pobreza, na simplicidade, para fazer as pessoas mais humanas. Cada figura tem seu conteúdo evangelizador. Os personagens, o mundo animal e vegetal, se unem na contemplação do nascimento de Jesus. Os reis Magos são lembrados como um símbolo da união dos povos: Gaspar, o negro, Melchior, o branco e Baltazar, o asiático. “Fazer presépios é unir mundos”.

Dom Itamar Vian
Arcebispo Emérito
di.vainfs@ig.com.br