Avanço urbano em Praia do Forte começou com alemão nos anos 70; conheça a história

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Praia do Forte é reduto de lojas de grife e hotéis de luxo

A Praia do Forte faz parte da história do Brasil desde a invasão do império português. Nos arredores do litoral, Garcia D’Ávila foi o primeiro português a morar na região, no Castelo Garcia D’Ávila. O vilarejo se desenvolveu turisticamente depois da chegada, na década de 1970, de Klaus Peters, empresário alemão. A pauta do turismo ecológico era levantada por Peters, que dá nome a um parque de preservação onde, na entrada, há uma placa com a frase “Usufruir sem destruir”.

O alemão fundou, em 1985, o Praia do Forte Ecoresort, que passou a se chamar Tivoli em 2006, depois de comprado pela rede portuguesa Tivoli. Na década anterior, Mata de São João passa a se ligar a Salvador pela ampliação de Rodovia BA-099 e um novo momento turístico surge. A implantação do Tamar também atrai interessados no turismo ecológico. Aos poucos, o ambiente começa a alternar entre o luxo das novas hospedarias e condomínios com a simplicidade dos nativos.

Leia a reportagem principal: Excesso de luz provocado pelo crescimento de Praia do Forte pode afetar tartarugas

Vizinhos a lojas de grifes, moradores criam universos particulares “onde acontece a vida cotidiana, conformada por construções mais simples, diferentes dos padrões de luxo”, escreveram as professoras e urbanistas Marcia Couto Mello, Ariadne Moradores, Ana Almeida, e a arquiteta Joanna Milanez, num artigo sobre o local. 

Durante a pandemia, as reduções das taxas de juros e a possibilidade do trabalho remoto provocaram um novo boom imobiliário em Praia do Forte. Segundo a Ademi, no ano passado, houve um aumento de 52% na comercialização de imóveis na região. Uma casa com vista ao mar chega a custar R$ 10 milhões. 

Os principais compradores são profissionais liberais de Salvador, Feira de Santana, e de São Paulo, que fizeram da Praia do Forte “uma opção de praia”, atraídos pela convivência entre simplicidade e luxo, perfila Geraldo Marques, corretor de imóveis. Se a infância foi sinônimo de Ilha de Itaparica, a vida adulta está para a Praia do Forte. 

O “natural”, conta Geraldo, “é um conceito” considerado por quem compra casas ou visita Praia do Forte. Agora, no entanto, outro “conceito” aparece em voga. Os novos empreendimentos levaram até lá algo que ele chama de “padrão Alphaville”, símbolo de luxo em Salvador, com uma arquitetura mais clean e arrojada. “As pessoas”, Geraldo diz, “saíram um pouco do rústico para um padrão mais diferenciado”.