Um mês sem Yasmin: família anuncia projeto social para ajudar crianças com câncer

Um mês sem Yasmin: família anuncia projeto social para ajudar crianças com câncer

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Faz um mês desde a morte da baiana Yasmin Bastos Nunes, de 11 anos, por leucemia linfoide aguda (LLA). A fatalidade aconteceu após um atraso da União em fornecer o valor que a permitiria realizar o tratamento da doença, nos Estados Unidos. Mas mesmo com as circunstâncias, seus tutores não se deixaram levar pela dor.

Através do Instagram da menina, que acumulou 160 mil seguidores ao longo dos anos, a família, de Feira de Santana, anunciou a criação do Instituto Yasmin Bastos, projeto social para apoiar a luta de outras crianças contra o câncer.

“Nós resolvemos criar o Instituto Yasmin Bastos, de apoio emocional às famílias e crianças que estejam enfrentando câncer na nossa região. Também ofereceremos apoio jurídico, financeiro, além de tentar buscar políticas públicas que apoiem crianças com câncer”, afirmou o pai da criança.

Durante o enfrentamento da doença, a família arrecadou R$ 2,4 milhões para custear o tratamento da pequena, na campanha “Todos por Yasmin”. O valor arrecadado será revertido no projeto social. Mas esse dinheiro não foi suficiente, tamanho o custo da terapia CAR-T CELL.

Por isso, a família recorreu à União. Entretanto, mesmo depois que a Justiça Federal determinou o pagamento dos R$ 1.914.535,77 necessários, através do Sistema Único de Saúde (SUS), a União recorreu da liminar que determinou o depósito.

Dois dias depois que o depósito foi feito, Yasmin faleceu. O dinheiro foi devolvido aos cofres da União após o falecimento da criança. Apenas o valor arrecadado em campanha será utilizado no Instituto. “Após o falecimento, comunicamos ao Ministério Público, e o dinheiro voltou aos cofres da União”, afirmou o pai.

“A gente quer ressignificar a luta de Yasmin dessa forma, procurando somar. Cada dia que passa, a gente se surpreende com o amor que recebemos e temos muito orgulho de ter tido ela. Agradeço a Deus por ter tido esse serzinho ao meu lado por 11 anos e quero tentar me manter firme, junto com os voluntários que se juntarem a nós”, diz.

Fonte:www.correio24horas.com.br