Um mês após corpo de médico aparecer preso em âncora na BA, colega suspeito de cometer crime tem prisão temporária prorrogada

Um mês após corpo de médico aparecer preso em âncora na BA, colega suspeito de cometer crime tem prisão temporária prorrogada

Compartilhe

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

Nesta segunda-feira (28), completa um mês que o corpo do acreano Andrade Lopes Santana foi encontrado no Rio Jacuípe, em São Gonçalo dos Campos, preso em uma âncora. A polícia ainda não tem detalhes sobre motivação do crime.

O médico Geraldo Freitas Junior, que confessou ter matado o colega de profissão, o acreano Andrade Lopes Santana, de 32 anos, na Bahia, teve a prisão temporária prorrogada por mais 30 dias. Nesta segunda-feira (28), completa um mês que o corpo da vítima foi encontrado no Rio Jacuípe, em São Gonçalo dos Campos, preso a uma âncora.

A informação foi confirmada ao G1 pelo coordenador regional de polícia de Feira de Santana, delegado Roberto Leal, responsável pelas investigações do caso.

Ele informou que a polícia já tem algumas linhas de possíveis motivações para o crime. Entretanto, elas não foram reveladas para não atrapalhar o seguimento das investigações.

“Sim, temos algumas linhas, contudo, até o presente momento, não foi possível esclarecer”, disse o delegado .

Andrade Lopes foi encontrado morto no dia 28 de maio, no rio Jacuípe, na cidade de São Gonçalo dos Campos, a cerca de 120 quilômetros de Salvador.

Ele desapareceu no dia 24 de maio, quando saiu de Araci, onde morava e trabalhava, com destino a Feira de Santana, que fica a 23 quilômetros de São Gonçalo dos Campos.

Segundo os peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT), foi constatado um disparo de arma de fogo na nuca e uma corda no braço amarrada a uma âncora para o corpo não emergir nas águas do rio Jacuípe.

Diretor de hospital prestou depoimento

Um médico, que mora em Salvador e atua como diretor de um hospital na capital baiana, prestou esclarecimentos sobre a morte do também médico Andrade Santana Lopes. O depoimento aconteceu no Complexo de Delegacias em Feira de Santana, na quarta-feira (9).

Segundo o delegado, o diretor foi citado por Geraldo Freitas, no depoimento em que ele, Geraldo, confessou o crime, como a pessoa que trocou mensagens com o médico morto.

No depoimento, de acordo com o policial, o médico afirmou que não é mais amigo de Geraldo Freitas, disse que não falava com ele há mais de um ano e negou ter planejado, com a vítima, a morte de Freitas.

O delegado Roberto Leal explicou que o motivo da briga entre os dois médicos, de acordo com o depoimento do diretor da unidade de saúde, foi o fato de o suspeito ter comprado uma caminhonete em nome dele, porque não tinha nome limpo no Serasa, e não ter efetuado o pagamento acordado.

O delegado disse ainda que o médico que prestou depoimento era amigo de Andrade Santana, mas que ele informou que as mensagens, enviadas para a vítima, não faziam menção alguma ao suspeito. O celular de Andrade foi encaminhado para perícia.

Tiro foi acidental e não houve ‘premonição’

A defesa de Geraldo Freitas, preso por matar o médico Andrade Lopes Santana, disse na quarta-feira, ao G1, que o crime não foi provocado por nenhum tipo de premonição, como seu cliente teria contado em seu depoimento à polícia. Freitas teria dito que uma guia espiritual avisou que ele seria assassinado por dois colegas de profissão.

O advogado revelou que a suposta guia em questão é a mãe do suspeito.

O advogado disse ainda que o cliente, que também é médico, não tinha a intenção de matar. A polícia acredita que houve premeditação.

Leal confirmou que a mulher teve um sonho meses antes do ocorrido e comentou com o filho, como um alerta, mas garantiu que isso não tem a ver com a morte de Andrade.

Fonte:g1.globo.com/ba