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Samba de roda do Recôncavo é reconhecido como Patrimônio Imaterial do estado

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Considerado um dos estilos musicais mais tradicionais e difundidos na Bahia, o samba de roda do Recôncavo baiano foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial do estado. O reconhecimento foi decretado pelo governador Rui Costa, com publicação no Livro de Registro Especial das Expressões Lúdicas e Artísticas e no Diário Oficial desta quinta-feira, 5.

O samba de roda já é reconhecido como patrimônio cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2004, e em 2005, o estilo musical ganhou o título de Obra Prima da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). 

Além do reconhecimento cultural e produção de conhecimento sobre o samba de roda, pela nova classificação, o patrimônio imaterial também poderá participar de editais culturais e convênios. Os estudos para a patrimonialização foram produzidos pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). 

Histórico

De influência africana, o samba de roda se mantém vivo no Recôncavo Baiano por grupos de sambadeiras e sambadores, desde os anos 1860. Foi na região, que concentra o maior número de templos religiosos de matriz africana, que a celebração saltou dos terreiros de candomblé para ganhar as festas, ruas e praças dos municípios no Estado.

A manifestação cultural é composta por um grupo de músicos, sambadeiras e sambadores que se reúnem em uma espécie de roda, na qual estão presentes instrumentos como atabaques, a viola, o pandeiro, o chocalho o ganzá, o reco-reco e o agogô, podendo a depender da região, haver introdução de outros instrumentos.

O samba é acompanhado por cantos e palmas e geralmente são as mulheres quem dançam, cabendo aos homens a execução dos instrumentos. O miudinho, o samba chula e o samba corrido são as variantes da dança que ocorrem no Recôncavo.

Na região, as rodas também podem ser encontradas em associação com o calendário festivo dos 33 municípios – caso das festas da Boa Morte, em Cachoeira – além de rituais para caboclos nos terreiros de candomblé. No entanto, já é uma marca do Recôncavo Baiano fazê-las em qualquer momento, como uma diversão coletiva, pelo prazer de sambar.

Foto: reprodução atarde.uol.com.br

Fonte:atarde.uol.com.br