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Ivermectina: o seu uso contra a Covid-19

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Ivermectina: o seu uso contra a Covid-19

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) fez um alerta diante das notícias recentes de que algumas prefeituras pelo Brasil estão distribuindo o medicamento Ivermectina como forma de tratamento e até prevenção à covid-19. Segundo o órgão ligado ao Ministério da Saúde, o seu uso não é recomendado para a doença causada pelo coronavírus, porém, a popularização do medicamento começou quando o estudo foi publicado pela Antiviral Research e difundido de forma precipitada pelos aplicativos de mensagens, a exemplo do WhatsApp, como uma cura oficial do vírus. Com isso, houve o aumento da procura do remédio nas farmácias e, consequentemente, sua rápida falta em estoque.

A farmacêutica Adriana Brito, disse que o ivermectina é um medicamento que colabora no tratamento de diversas infecções causadas por vermes e parasitas que se instalam no organismo, além de problemas relacionados a ácaros, como sarna e piolho e não tem nenhuma relação a Covid-19. Ela ressalta que foram realizados alguns estudos em laboratórios com células contudo, não foi utilizado ainda em humanos e não há comprovação científica da utilidade da ivermectina no tratamento do coronavírus, pelo contrário: “o uso exacerbado desse medicamento pode trazer inúmeras consequências a saúde do indivíduo como exemplo, intoxicação”. Assim como qualquer medicamento ele não está isento das seguintes reações: diarréia e náusea, astenia, dor abdominal, anorexia, constipação e vômitos. É também contraindicado em mulheres grávidas, idosos, crianças menores de cinco anos ou com peso inferior a 15 quilos e pessoas com suspeita de meningite ou alguma enfermidade que esteja ligada ao sistema nervoso central, preveniu.

Adriana Brito disse ainda que a ivermectina é um medicamento que precisa de prescrição médica embora não seja necessária a retenção da receita na farmácia e as pessoas precisam utilizá-lo de maneira consciente e em caso de dúvidas consultar sempre um farmacêutico.

Matéria e texto: Carlos Valadares