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Especialista alerta para a perda da qualidade do sono em pacientes com disfunção temporomandibular

Especialista alerta para a perda da qualidade do sono em pacientes com disfunção temporomandibular

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A pandemia da Covid 19 trouxe consigo uma série de privações e situações de sofrimento para muita gente. O sono de qualidade foi uma das questões bastante atingidas por conta de sintomas como ansiedade e também dores originadas de Disfunções da Articulação Temporomandibular (DTM). De acordo com o cirurgião bucomaxilo, Thiago Leite, a ocorrência da dor geralmente precede as queixas de uma má qualidade do sono, ou seja, pacientes com dor crônica indicam uma influência bidirecional: uma noite de sono ruim é seguida por aumento da dor no dia seguinte e, um dia com alta intensidade de dor é seguido por uma noite ruim de sono.
O especialista afirma que entre 50 a 80% de seus pacientes com dor aguda ou crônica chegam ao seu consultório com esse tipo de queixa. Thiago Leite lembra que a ATM é uma articulação vital em nossa vida, sendo “responsável pelo movimento de abrir e fechar a boca permitindo o encaixe da mandíbula com o resto do crânio. Falar, bocejar, comer, beber, nenhuma dessas ações é possível sem a ATM”, salienta. Por isso, como enfatiza o bucomaxilo as disfunções da ATM, conhecidas como DTM, precisam ser muito bem diagnosticadas e tratadas.
Estamos falando de uma doença relativamente “nova”, pois apenas recentemente veio a ser tratada como tal. Mas, seus sintomas já acompanham as pessoas há séculos, segundo Dr. Thiago, “apenas não haviam sido relacionados entre si”. As queixas mais comuns são dor de cabeça logo ao acordar ou ao fim do dia; Dor na mandíbula e na face ao abrir e fechar a boca, que piora ao mastigar; Sensação de rosto cansado durante o dia; Não conseguir abrir a boca completamente; Um lado da face mais inchado; Dentes desgastados; Desvio da mandíbula para um dos lados, quando a pessoa abre a boca; Estalos ao abrir a boca; Dificuldades em abrir a boca; Vertigem; Zumbido e noites mal dormidas por conta de dores orofaciais.
A DTM pode ter diversas causas, desde alterações do estado emocional, fatores genéticos e hábitos orais, como o de apertar muito os dentes, que pode ser instintivo quando há os sentimentos de ansiedade ou raiva, mas também pode ser um costume noturno que muitas vezes não se percebe. “Por isso, a necessidade de uma consulta com um profissional especializado em DTM e com um olhar multidisciplinar sobre o paciente”, frisa Thiago Leite.
O bucomaxilo explica que o tratamento da DTM é fundamental para o indivíduo voltar a ter uma vida sem dor e com sono de qualidade, o que reflete em todo o seu dia, nas suas relações familiares e de trabalho. O tratamento é feito de acordo com o tipo de DTM que a pessoa apresenta. De modo geral, recomendam-se sessões de fisioterapia, massagem para relaxar os músculos da face e da cabeça e uso de uma placa dentária de acrílico feita à medida para uso noturno. Também podem ser recomendados medicamentos anti-inflamatórios e relaxantes musculares para aliviar a dor aguda, bem como a própria indicação de cirurgia para casos de alterações em algumas partes da mandíbula, como nas articulações, músculos ou osso, em que tratamentos anteriores não surtirem efeito.
 
Por Adriana Matos & Cristiane Melo – Agência Viver Mais Comunicação Integrada